Proteína - animal x vegetal
Hoje resolvi falar um pouquinho de proteínas.
Esse macronutriente tão importante, que desempenha diversos papéis no nosso organismo, encontrado em abundância não só no nosso corpo, mas nos alimentos também.
Elas são classificadas de acordo com a sua função. E possuem inúmeras: estrutural, hormonal, nutritiva/energética, enzimática, de transporte e de defesa.
São compostas por aminoácidos, ligados entre si através de ligações peptídicas.
Mas não quero me alongar aqui em explicações técnicas. O meu objetivo quando iniciei esse artigo é para explicar que as proteínas, assim como carboidratos e lipídeos, estão presentes em diversos alimentos, e não apenas nos de origem animal.
E digo mais: um consumo adequado de proteínas não precisa ser baseado essencialmente em comer CARNE.
Existem alimentos de origem vegetais que são fontes de proteínas também. E todos os vegetarianos/veganos estão aí para nos provar que é possível sim ter uma dieta balanceada, rica em vitaminas e minerais, sem consumir carnes.
Não estou desestimulando o consumo de carnes, leites e derivados (longe de mim!), apenas desmistificando a ideia - de grande parte das pessoas - de que quando não consumimos carnes, leites ou derivados, há uma diminuição da oferta é na qualidade de proteínas, assim como menor biodisponibilidade de minerais e vitaminas.
Podemos optar em não comer carnes em algum dia na semana ne? Segunda sem carne como Paul McCartney prega 😊.
E de onde surgiu essa idéia? Ela vem de um conceito básico (e antigo por assim dizer) de que as proteínas de origem vegetais são proteínas incompletas, que não possuem os nove aminoácidos essenciais, como as proteínas de origem animal.
Explicando... existem 20 aminoácidos e destes, nove são os essenciais (não podem ser produzidos pelo organismo, portanto necessitam vir da dieta): histidina, isoleucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, leucina e valina. Mas vamos combinar: é só associar alimentos não é mesmo?
Complementar com outras fontes proteicas, que possuam os outros aminoácidos que determinado alimento não possui, como o nosso brasileiríssimo arroz com feijão, já resolve o problema. Essa mistura é capaz de nos fornecer todos os aminoácidos necessários.
Quinoa, tofu e chia são exemplos de proteínas vegetais que possui os 9 aminoácidos! São super alimentos, além são fonte de fibras, antioxidantes vitaminas e minerais, o combo completo.
E as fontes de proteínas animais? Como o próprio nome já diz vem das carnes, peixes, ovos, leites e derivados.
O consumo ideal de proteína, seja ela animal ou vegetal, varia de pessoa para pessoa, pois como já escrevi várias vezes, cada ser humano é único, não existem 2 pessoas iguais (nem gêmeos, eu sou gêmea idêntica e garanto que temos necessidades bem diferentes).
Fatores como peso, altura, idade, composição corporal, atividade física, função renal vão influenciar a quantidade necessária de proteína.
De 0,6 g por kg de peso até 2 g por kg de peso são os valores de referência desse macronutriente.
O ideal é que a proteína seja consumida ao longo do dia, e não concentrada em uma ou duas refeições. Dependendo do momento ou do objetivo, podemos associa-las com carboidratos e lipídeos.
Mas enfim, seja proteína vegetal ou animal, esse macronutriente é muito importante e precisamos estar atentos a sua quantidade e qualidade.
Em excesso pode causar risco de doenças cardiovasculares (carnes gordas), pedra nos rins (a proteína presente nas carnes, principalmente vermelhas aumenta a produção de ácido úrico, um dos principais componentes das pedras), aumento de peso e problemas no fígado (alto consumo de carne pode aumentar o risco de gordura no fígado).
Em quantidade adequada fazem o seu trabalho de forma exemplar: crescimento e formação de hormônios, transporte de oxigênio, proteção do corpo (anticorpos), catalisar reações químicas (enzimas), e contração muscular.
Em baixa quantidade pode causar fadiga, queda de cabelo, perda de massa muscular, constipação, baixa imunidade entre outros sintomas.
Então vamos prestar mais atenção ao que ingerimos, procurar profissionais que nos auxiliem a estabelecer as nossas quantidades necessárias, individuais, sem aquela orientação geral, de que determinado alimento é a solução para todos as injúrias que acometem o nosso organismo.
Você é único e sua alimentação também deve ser.